Na manhã desta sexta-feira, 29 de agosto de 2025, a força da lei se fez presente na Bahia: carretas carregadas de combustível, ligadas a empresas controladas pelo PCC, foram abandonadas em um posto na cidade de Camaçari.
As transportadoras G8LOG Agro Ltda e Moska Log, identificadas como empresas de fachada, estavam na mira da investigação por operarem como braços logísticos do grupo criminoso. Com a deflagração da megaoperação, os veículos ficaram parados e sem destino.
Como funcionava o esquema
De acordo com o Ministério Público e a Polícia Federal, a estrutura comandada por Mohamad Hussein Mourad (“Primo”) e Roberto Augusto Leme da Silva (“Beto Louco”) atuava em diversos pontos da cadeia de combustíveis:
- Distribuição – empresas de fachada faziam a revenda de combustível adulterado.
- Transporte – caminhões e carretas eram usados para movimentar cargas com notas frias.
- Postos de abastecimento – a fraude se completava na ponta, onde combustível adulterado chegava ao consumidor final.
Além do impacto financeiro, a operação revelou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e fraude fiscal.
O que muda para o caminhoneiro
Essa ação serve como alerta direto para quem vive na estrada:
- Cuidado com a procedência da carga: o envolvimento com empresas ligadas ao crime organizado pode trazer risco jurídico e de imagem ao caminhoneiro.
- Fiscalização deve aumentar: operações de combate ao transporte ilegal tendem a se intensificar, exigindo documentação sempre em dia.
- Mercado mais limpo: a retirada de empresas fraudulentas pode abrir espaço para transportadoras regulares e confiáveis.
Caminhoneiro Legal alerta
- Antes de aceitar um frete, confira o CNPJ da empresa e pesquise seu histórico.
- Desconfie de propostas de frete com valor muito acima da média.
- Guarde sempre os comprovantes de carregamento, ordem de viagem e notas fiscais.
Esses cuidados são a linha que separa o caminhoneiro da legalidade e do risco de ser envolvido em operações contra o crime.












