Uma boa notícia para quem trabalha todos os dias sobre rodas: os roubos de carga em São Paulo estão em queda. Entre janeiro e junho de 2025, o estado registrou uma redução de 25,9% nos roubos, 19,2% nos furtos e uma expressiva queda de 41,1% na receptação de mercadorias.
No interior paulista, os números impressionam ainda mais: 40,4% de redução nos casos de roubo. Para caminhoneiros, transportadoras e embarcadores, os dados representam um sopro de alívio e a prova de que é possível tornar as estradas mais seguras.
Resultado que traz esperança
Cada porcentagem a menos nos índices significa menos medo nas paradas, mais tranquilidade ao volante e menos prejuízo para quem depende da estrada. Os números também indicam que os investimentos em tecnologia, monitoramento e integração entre transportadoras e forças de segurança estão trazendo frutos.
Ainda que os riscos não tenham desaparecido, essa queda mostra que ações bem estruturadas podem, sim, mudar a realidade do transporte rodoviário.
Desafios que continuam
É verdade que os criminosos têm mudado de estratégia. O valor médio das cargas roubadas subiu de R$ 72,4 mil para R$ 88,7 mil, mostrando que agora o foco está em produtos de maior valor. Ou seja: menos casos, mas com impacto econômico ainda relevante.
Além disso, a recuperação de cargas, apesar de ter melhorado um pouco, ainda é baixa. Esses pontos reforçam que, embora haja motivos para comemorar, não é hora de relaxar.
Caminho para estradas mais seguras
Se São Paulo conseguiu reduzir os índices, isso significa que o modelo pode ser replicado em outros estados. Mais policiamento nas rotas críticas, inteligência policial, rastreamento eficiente e locais de parada seguros são fatores que fazem diferença.
A experiência paulista mostra que, quando todos — autoridades, transportadores e caminhoneiros — se unem em torno da mesma causa, o resultado aparece.
Motivo para otimismo
Ter menos casos de roubo de cargas não é apenas estatística: é mais tranquilidade para o caminhoneiro seguir viagem, é menos perda para as empresas e é mais confiança para o cliente que depende do transporte rodoviário.
O Brasil ainda tem muito a avançar, mas o recado está dado: é possível, sim, transformar nossas estradas em ambientes mais seguros. Basta manter o esforço, ampliar as iniciativas e não deixar que o problema volte a crescer.












