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Posto é flagrado roubando 30% da gasolina

Uma fiscalização da Secretaria de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro (Sedecon) constatou que um posto da bandeira Shell na Zona Norte do Rio desviava cerca de 30% do combustível abastecido — cobrando por litros que não eram entregues. Apesar da irregularidade grave, o posto permanece funcionando por causa de uma liminar judicial, o que reacende o alerta sobre fraudes em abastecimento e as consequências para quem roda a boleia, especialmente caminhoneiros.

Durante uma vistoria, agentes da Sedecon usaram dois galões de 20 litros cada para aferir o volume real de gasolina. Ao final do teste, a bomba registrava 52 litros, mesmo com apenas 40 litros efetivamente abastecidos. Segundo o secretário responsável pela ação, esse tipo de desvio não era novo — o posto já havia sido flagrado cometendo fraudes semelhantes anteriormente.

Ao perceber a fiscalização, funcionários do posto desligaram as bombas eletronicamente, impedindo a continuidade dos testes — atitude que, para a Sedecon, reforça a intenção de burlar a lei.

Apesar do flagrante, o estabelecimento permanece operando, graças a uma liminar concedida pela Justiça que impede sua interdição imediata e aplicação de novas sanções. As autoridades, no entanto, afirmam que a medida não legitima a fraude e que vão recorrer da decisão com base nas evidências obtidas.

O impacto para motoristas e caminhoneiros

Para quem trafega nas estradas e abastece nas rodovias, a notícia traz um alerta urgente. O combustível é insumo básico para quem vive na estrada — se um posto desvia 30% do volume, o motorista está pagando por algo que não existiu. Isso significa:

  • prejuízo direto no bolso — o litro pago é maior do que o utilizado;
  • risco de imprevistos mecânicos, já que o volume real do tanque pode ser menor do que o indicado;
  • insegurança para quem roda longas distâncias, especialmente caminhoneiros que dependem de abastecimentos confiáveis para cumprir rotas;
  • crise de confiança nas redes de postos, inclusive os de bandeira reconhecida.

Para quem vive da boleia, abastecer com tranquilidade não pode ser privilégio — deve ser regra.

Fraude em combustível: doença antiga, fiscalização irregular

Não é a primeira vez que postos de combustíveis são flagrados em esquemas de “bomba baixa”. A diferença é que desta vez o alvo é uma bandeira de peso — a Shell — e o desvio é significativo: 30% a menos no combustível entregue. A reincidência agrava a gravidade do caso.

A prefeitura afirma que mantém operações constantes de fiscalização — com cerca de 5 veículos dedicados e mais de 30 ações diárias — para coibir fraudes no abastecimento.

Mas a liminar que garante funcionamento ao posto, mesmo após o flagrante, revela a fragilidade do sistema: decisões judiciais podem proteger o bolso do dono do posto, e não o direito do consumidor.

Para quem vive na estrada: como se proteger

Para reduzir o risco de cair em golpes de abastecimento, o caminhoneiro deve:

  • abastecer preferencialmente em postos com boa reputação e histórico de fiscalização;
  • observar o volume recebido — se possível, medir com galão próprio em abastecimentos grandes;
  • evitar abastecer com pressa, em horários movimentados, quando a chance de fraude é maior;
  • exigir nota fiscal e verificar se há reclamações ou denúncias para o posto;
  • denunciar irregularidades a órgãos de defesa do consumidor e à polícia quando perceber volume ou qualidade suspeita.

O caso da Shell no Rio escancara um problema que atinge diariamente quem vive nas estradas — cobrar por combustível que não existe é roubo.
Para caminhoneiros, que dependem do tanque para seguir viagem, a fraude representa ameaça real à renda, à segurança e à dignidade.

O combate precisa ser firme, constante e visível. Até lá, quem roda o país deve abastecer com olho vivo — e exigir respeito por cada litro pago.

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