Resumo
- Falta de mão de obra já preocupa transportadoras e centros de distribuição.
- Automação avança e pode transformar a carga e descarga nos próximos anos.
A pergunta já preocupa empresas de logística em todo o país. Enquanto o volume de mercadorias cresce, transportadoras, operadores logísticos e centros de distribuição enfrentam dificuldades para contratar trabalhadores para atividades de carga, descarga e movimentação de mercadorias.
Para Selmo Umberto Pereira, presidente da Associação de Desenvolvimento da Logística de Transporte (ADTL), o setor caminha para uma transformação inevitável.
“A logística brasileira está entrando em uma nova fase de investimentos em tecnologia, automação e equipamentos de movimentação de cargas. Para o caminhoneiro, isso pode representar menos tempo parado aguardando carga ou descarga e mais produtividade nas viagens. O desafio é transformar essa mudança em ganho de eficiência para toda a cadeia logística”, analisa.
O desafio surge em meio ao crescimento da demanda. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce brasileiro movimentou mais de R$ 235 bilhões em 2025, ampliando a necessidade de operações rápidas e produtivas.
Ao mesmo tempo, os custos logísticos seguem elevados. Dados do ILOS mostram que eles representam cerca de 15,5% do PIB brasileiro.
As empresas já estudam ampliar o uso de esteiras, empilhadeiras e sistemas automatizados para acelerar a carga e descarga. Para o caminhoneiro, isso pode significar menos tempo de espera nos pátios e maior agilidade nas operações.
A próxima década deve marcar uma mudança profunda na logística brasileira, com mais tecnologia e menos dependência de atividades manuais.










