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Acidentes causam 62% das perdas de carga

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Resumo

  • Acidentes já superam roubos em boa parte das perdas de carga; veja por que o gerenciamento de risco faz diferença.

Acidentes respondem por 62% das perdas de carga nas rodovias brasileiras, segundo dados do setor e estimativas da Confederação Nacional do Transporte (CNT) com base em registros da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

No último dia 26 de agosto, um incêndio em um caminhão semirreboque carregado com placas de LED utilizadas em shows provocou a interdição na BR-376, em Tijucas do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (PR). Dias antes, um caminhão carregado com cilindros hospitalares pegou fogo em um trecho da BR-316, em Alegrete do Piauí (PI). 

Nesse ano, viagens em trechos como Limeira e Piracicaba (SP), Prudentópolis e São Luiz do Purunã (PR), Luís Eduardo Magalhães (BA) e Palhoça (SC) foram interrompidas por conta de incêndios em caminhões e carretas, só para citar algumas das ocorrências. Isso sem contar casos de outra natureza. 

Tombamentos, colisões e avarias podem gerar prejuízos bilionários, além de deixar caminhão e carga parados. Por isso, para o caminhoneiro e para a transportadora, segurança é estar preparado para acidentes e outros imprevistos da estrada.

Durante muitos anos, o roubo de cargas foi o principal motivo de preocupação do setor. No entanto, o avanço das tecnologias de monitoramento, rastreamento, inteligência de mercado e outras medidas de mitigação ajudou a reduzir esse tipo de ocorrência. Com isso, os acidentes rodoviários passaram a ter uma participação cada vez mais relevante nos índices de sinistralidade.

De acordo com Adriano Yonamine, Diretor de Transporte da Sompo, o cenário atual exige uma visão mais ampla sobre os riscos presentes na operação logística.

“Historicamente, o roubo sempre esteve entre as maiores preocupações do transporte de cargas. Porém, os mecanismos de gerenciamento de riscos e as tecnologias de monitoramento contribuíram para reduzir significativamente esse tipo de ocorrência. Ao mesmo tempo, observamos um aumento expressivo dos acidentes rodoviários, o que reforça a necessidade de uma gestão preventiva em toda a operação”, destaca.

Segundo o executivo, fatores como excesso de velocidade, jornadas pressionadas por prazos apertados, excesso de peso, acondicionamento inadequado da carga e o descumprimento de procedimentos operacionais podem aumentar significativamente a exposição aos riscos nas estradas.

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