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 Caminhoneiro perde dinheiro e saúde parado na carga e descarga

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Resumo

  • Longas esperas para carregar e descarregar reduzem a renda, aumentam o cansaço e afetam a saúde dos caminhoneiros.
  • Mesmo após horas parados, mais de 90% dos autônomos dizem não receber a estadia pelo tempo de espera.

O que deveria ser uma parada rápida vira horas de espera, reduz o ganho e aumenta o desgaste do caminhoneiro. 

O tempo perdido para carregar ou descarregar pode comprometer outros fretes, pesa no bolso, bagunçar a jornada e aumentar o cansaço e a pressão psicológica.

Dados da pesquisa da CNTA mostram que 46,1% dos caminhoneiros autônomos enfrentam esperas superiores a cinco horas. O problema fica ainda maior porque mais de 90% afirmam não receber o pagamento da estadia.

Entre os motoristas empregados, a situação também preocupa: a Pesquisa Nacional CNTTT 2026 aponta que mais de 80% das operações têm relatos de espera acima de cinco horas.

E o impacto vai além do dinheiro. 73% dos motoristas deram notas de zero a cinco para as estruturas de carga e descarga, com média de apenas 3,7. Além disso, um em cada três apontou esses locais como ambientes de ameaça psicológica.

Para Selmo Umberto Pereira, presidente da Associação para o Desenvolvimento e Eficiência do Transporte e Logística (ADTL), o tempo parado sem remuneração representa um prejuízo que vai muito além do relógio.

“O tempo de espera não remunerado é mais do que um atraso, mas também é um custo direto e indireto que corrói a margem de lucro”, afirma. 

Caminhoneiro, você costuma receber a estadia quando passa das cinco horas esperando?

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