Cinco caminhões GenH2, movidos a célula de combustível de hidrogênio, percorreram mais de 225 mil quilômetros em operações reais com grandes empresas de logística na Alemanha. O número equivale a cinco voltas e meia ao redor da Terra.
O objetivo dos testes foi avaliar a durabilidade, eficiência e segurança do modelo em condições de transporte semelhantes às da rotina de estrada.
Potência e eficiência
Os resultados chamaram atenção:
- Autonomia superior a 1.000 km com um único abastecimento.
- Consumo médio entre 5,6 e 8 kg de hidrogênio a cada 100 km.
- Tempo de reabastecimento de apenas 10 a 15 minutos.
- Se fosse a diesel, a mesma quilometragem consumiria cerca de 58 mil litros e liberaria 154 toneladas de CO₂ na atmosfera.
A Daimler, responsável pelo projeto, afirma que essa segunda geração do GenH2 está cada vez mais próxima da produção em série.
Caminhão do futuro na prática
O caminhoneiro que olha para essa tecnologia vê um veículo que:
- Entrega autonomia real para viagens longas.
- Reduz o tempo parado, com abastecimento rápido.
- Zera a emissão de poluentes, sem perda de potência.
- Mantém desempenho semelhante ao diesel, mas com impacto ambiental muito menor.
Desafios no caminho
Apesar do sucesso nos testes, a estrada ainda não está totalmente livre para o hidrogênio:
- A infraestrutura é escassa: durante os testes, só existiam duas estações de hidrogênio líquido disponíveis.
- O custo do combustível e dos seguros para veículos a hidrogênio ainda é elevado.
- Especialistas apontam que a viabilidade só virá com apoio fiscal e instalação de milhares de postos até 2030.
Dica CL
Para o caminhoneiro, vale acompanhar de perto essa tecnologia. Hoje ela ainda está distante da nossa realidade, mas pode representar menos custos ambientais, maior eficiência e até novas oportunidades de trabalho no futuro do transporte.
O GenH2 mostra que o futuro das estradas pode ser limpo, potente e rápido — e que as próximas gerações de caminhoneiros terão um desafio diferente: rodar com a força do hidrogênio.












