O Lote 4 do novo sistema de pedágio do Paraná, que compreende 627,52 quilômetros no Norte e Noroeste do estado, terá a cobrança das tarifas exclusivamente por meio eletrônico. A operação começa já no primeiro semestre de 2026.
A informação foi confirmada pela Empresa Paranaense de Rodovias (EPR), que operacionalizará a cobrança nas praças de pedágio. O lote compreende as rodovias federais, BR-272, BR-369 e BR-376; e estaduais, PR-182, PR-272, PR-317, PR-323, PR-444, PR-862, PR-897 e PR-986. Juntas, elas cortam 33 cidades.
Tecnologia free flow elimina paradas e facilita pagamento
Adotando o sistema free flow, a cobrança do pedágio não utilizará mais praças com cancelas ou atendentes. Ao passar pelos pórticos, câmeras e sensores que captam a placa automaticamente vão identificar o veículo. O pagamento será através de TAG eletrônica ou pela internet, método semelhante ao já em uso no estado de São Paulo há mais de dois anos.
As praças existentes em Presidente Castelo Branco, Mandaguari, Arapongas e Jataizinho adotarão esta tecnologia desde o início. As novas praças previstas nas cidades de Francisco Alves, Cianorte, Jussara, Guairaçá e Umuarama terão a cobrança em pouco mais de um ano.
Para facilitar a adaptação dos motoristas ao novo sistema, a concessionária EPR lançará uma campanha com orientações detalhadas sobre o cadastro e o pagamento através do site e de um aplicativo móvel. Além disso, haverá pontos de atendimento em comércios e postos de combustíveis ao longo das rodovias.
Segundo o presidente da EPR, Marcos Moreira, o cadastro será fácil. “Pelo nosso site e por um aplicativo, as pessoas se cadastram, passam pelas praças sem parar e depois podem pagar por essas duas ferramentas. O pagamento também poderá ser feito nos pontos de atendimento ao longo das rodovias”.
Detalhes do contrato e impacto econômico
O Lote 4 compreende 627,52 quilômetros de rodovias federais e estaduais, com um contrato arrematado pela concessionária EPR no leilão realizado na B3, em São Paulo. O consórcio venceu com um desconto de 21,3% sobre a tarifa básica. A concorrência teve outros três participantes: Pátria, Mota-Engil e Motiva (antiga CCR).
O contrato com validade de 30 anos prevê investimentos totais de R$ 10,8 bilhões em obras e R$ 5,6 bilhões em manutenção e conservação, além de R$ 2 milhões em recursos vinculados. O trecho liga as cidades de Cornélio Procópio a Guaíra e de Maringá a Nova Londrina. Ambas são regiões estratégicas para o escoamento da produção agrícola e industrial, além de atender o deslocamento diário de milhares de paranaenses.













