O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) anunciou a conclusão das obras na BR-116, no trecho de Nova Petrópolis (RS), em ambos os sentidos até outubro de 2026. Há mais de dois anos a via sofreu vários danos após deslizamentos causados por chuvas intensas e opera com restrições. Para os reparos, as pistas entre o km 177,5 até o km 180 seguem com o trânsito circulando pelo sistema “pare e siga” com semáforos, com esperas que superam 25 minutos, segundo usuários.
Detalhes das obras e contexto do atraso
O contrato para a recuperação do trecho foi firmado em outubro de 2025 com a empresa Planaterra, de Chapecó (SC), por R$ 55,4 milhões. Inicialmente, a previsão do Dnit era concluir o serviço no primeiro semestre de 2026. O cronograma, porém, não se concretizará devido a atrasos na fase de elaboração e aprovação dos projetos.
As intervenções envolvem a recuperação de uma cortina atirantada, ou seja, uma parede de concreto armado instalada em 2016 para contenção de encostas. Para impedir futuros desmoronamentos no local, o projeto contratado prevê ainda uma nova estrutura similar, sustentada por cabos de aço. Também fazem parte dos repaos serviços importantes de drenagem para estabilidade do terreno.
O Dnit informou que, apesar do contrato já estar em vigor, as obras físicas começam na terceira semana de janeiro, incluindo o serviço de drenagem. No local, o trânsito continua restrito. Pontos críticos, como áreas onde o asfalto cedeu, permanecem sinalizados e isolados com cones e barricadas de concreto para garantir a segurança dos motoristas.
Impactos no trânsito e relatos dos motoristas
Segundo usuários, o sistema “pare e siga” tem causado transtornos frequentes. Uma placa do Dnit indica tempo máximo de espera de 25 minutos para cada sentido, com permissão para circulação de veículos por cinco minutos. Porém, motoristas relatam que o tempo parado costuma ser um desafio para cumprir horários.
Desde 16 de junho de 2023, quando fortes chuvas causaram um deslizamento no km 181 e outros danos no km 178, a rodovia opera com restrições. Mas a situação afeta o fluxo, o comércio local e o acesso à saúde, já que Caxias do Sul é referência para Nova Petrópolis.
Desafios técnicos e expectativas da prefeitura
O Dnit ressaltou que a região possui instabilidade geológica significativa, exigindo que a contenção seja realizada com extremo cuidado. Alterações no perfil do terreno provocadas por chuvas podem demandar reconsideração dos estudos e do projeto, o que dificulta o avanço rápido das obras.
O prefeito de Nova Petrópolis, Daniel Michaelsen, manifestou otimismo com a finalização das intervenções em 2026. Ele destacou que a economia local, especialmente os setores industrial e comercial, têm sofrido perdas severas devido às restrições prolongadas.
O investimento em reforço da infraestrutura já incluiu atirantamento, jateamento de concreto, melhorias em drenagem e tubulações, construção de muros gabiões e recapeamento asfáltico.












