Home / Notícias / A história de Paola, a carreteira que transformou paixão em legado de família

A história de Paola, a carreteira que transformou paixão em legado de família

WhatsApp Image 2026 05 07 at 11.05.08

Resumo

  • No Dia das Mães, a motorista Paola Palaska Notari representa milhares de mulheres que enfrentam longas viagens, vencem o preconceito nas estradas e inspiram os filhos a seguirem seus sonhos

Apaixonada por caminhões desde criança, Paola Palaska Notari, de 44 anos, transformou o amor pelo volante em profissão e propósito de vida. A carreteira carrega nas estradas muito mais do que tubos de aço e cargas pesadas. Mas histórias de superação, reconhecimento do trabalho e a força de uma mãe que nunca desistiu dos próprios sonhos.

 “É uma profissão que traz liberdade, embora também seja marcada pela ausência no lar. A infância dos filhos passa, a saudade aperta e a solidão aparece. Mas é o que amo fazer e meus filhos valorizam muito o meu trabalho”, conta.

O filho mais velho, Nicollas Notari, de 22 anos, decidiu seguir os passos da mãe e do avô nas estradas. E o caçula, Stanley Notari, de 12 anos, já demonstra o mesmo encantamento pelos caminhões.

O apoio na rotina vem da mãe de Paola, Ediene Notari, agente penal aposentada, que exerce um papel essencial na criação e no cuidado dos netos durante as viagens da filha. “A tecnologia ajudou muito. Com internet e celular, consigo conversar com meus filhos e acompanhar a escola”, explica Paola.

Neste Dia das Mães, ela representa milhares de mulheres caminhoneiras que transformam saudade em força, preconceito em combustível para seguir em frente e coragem em sustento para suas famílias.

“Ter um lugar para voltar depois do trabalho, ganhar um abraço, sentir que você está sendo cuidada e saber que todos estão bem continua sendo o mais importante”, resume.

Compromisso para transportar melhores cargas

Ainda menina, Paola já aguardava o retorno do pai das viagens para acompanhá-lo nas manutenções do caminhão. Foi ao lado dele que aprendeu mecânica, elétrica e, principalmente, a ter resistência e responsabilidade na estrada.

“Meus olhos brilhavam ao ver aquela máquina. Foi ele quem me incentivou a seguir a profissão”, relembra.

Ao longo da carreira, Paola se especializou em diferentes tipos de transporte e conquistou reconhecimento pela eficiência, responsabilidade e domínio técnico. E aprendeu a lidar com uma das exigências mais rigorosas do transporte de cargas: o gerenciamento de risco e a aprovação das seguradoras.

Em operações de alto valor, como cargas industriais, manter o cadastro regularizado, histórico profissional positivo e todas as exigências da seguradora em dia faz diferença na hora de conquistar fretes melhores e mais disputados. “Quando seu nome é bem-visto no mercado e a seguradora aprova seu perfil, as próprias transportadoras passam a confiar mais no seu trabalho”, explica.

Apesar da experiência e da competência, ela ainda enfrenta o preconceito em um setor ainda bastante masculino. “Muitos homens ainda não aceitam mulheres nesse ramo e nem todos os motoristas conseguem autorização para realizar transportes mais rigorosos”, conta.

Marcado: