Resumo:
- Sobrepeso já atinge 83,2% dos caminhoneiros no Rio Grande do Sul.
- Com jornadas de até 14 horas por dia, caminhoneiros enfrentam uma rotina que pesa no corpo e na saúde, podendo afetar até a segurança nas estradas.
Barriga crescendo atrás do volante é mais do que uma questão de estética. Uma pesquisa feita nas rodovias do Rio Grande do Sul acende o alerta para um problema que já virou rotina na boleia: o excesso de peso entre os caminhoneiros.
Segundo o levantamento realizado em “blitzes de saúde” nas estradas gaúchas, 83,2% dos motoristas avaliados estão acima do peso ideal. A iniciativa é uma parceria entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), a Secretaria Estadual da Saúde (SES-RS) e as universidades UFCSPA e Unisinos.
Os dados indicam que o número de caminhoneiros acima do peso está mais elevado que a média da população brasileira. O Ministério da Saúde aponta que mais de 60% da população brasileira está acima do peso e cerca de 25% já enfrenta um quadro de obesidade.
Pelo menos, desde as últimas duas décadas, os motoristas de caminhão aparecem no topo dos estudos que indicam as profissões com maiores índices de sobrepeso e obesidade, junto a trabalhos de segurança e os administrativos.










