Resumo
- Apenas 10,8% dos caminhoneiros autônomos são negros no Brasil.
- O alto custo para entrar na profissão e a falta de oportunidade dificultam chegar às estradas.
Você vê poucos negros dirigindo caminhão nas estradas brasileiras? Pois é, por mais que carregue o Brasil nas costas, o transporte rodoviário de cargas ainda mostra uma grande desigualdade dentro da boleia.
Só 10,8% dos caminhoneiros autônomos do país se declaram negros. Já os motoristas brancos são maioria, com 56,6%, enquanto os pardos somam 32,3%.
Dados levantados pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) escancaram a dificuldade de acesso à profissão para boa parte da população brasileira.
Entrada na profissão ainda é difícil
Virar caminhoneiro não é barato. Para começar na área, o motorista precisa investir em carteira profissional, cursos obrigatórios, exames, além do próprio caminhão ou de entrada para financiamento. E esse custo pesa ainda mais para quem historicamente teve menos acesso a renda, crédito e oportunidades.
Além disso, muitos caminhoneiros entram na profissão por tradição familiar. Em várias regiões do país, filhos seguem os passos dos pais e avós na boleia. Isso acaba mantendo um perfil mais antigo da categoria, formada na sua maioria por caminhoneiros homens, brancos e na faixa dos 40 e 50 anos de idade.
Fonte: CNTA











