Resumo
- Estudo mostra que os meses de julho, agosto e setembro concentram o maior volume de cargas do ano e também colocam mais caminhoneiros nas estradas brasileiras.
- Com mais carga nas estradas, aumentam as chances de rodar mais e faturar melhor.
Julho, agosto e setembro formam o período de maior movimentação de cargas no Brasil, aumentando as oportunidades para conseguir bons fretes e manter o caminhão rodando.
Levantamento da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), com base em registros oficiais da ANTT, mostra que os caminhoneiros autônomos transportaram 204,6 milhões de toneladas e realizaram 13,9 milhões de viagens em 2025.
Somados, os três meses movimentaram 60,5 milhões de toneladas, isso representa 29,6% de toda a carga transportada no Brasil em 2025. Ou seja, quase 3 em cada 10 toneladas transportadas no ano passaram pelas estradas entre julho e setembro.
Na média, o trimestre teve 169,4 mil caminhoneiros autônomos em atividade por mês, o maior patamar de todo o ano, concentrando mais de um quarto da atuação dos motoristas de caminhão.
Os dados significam um mercado mais aquecido. O estudo também aponta que foi nesse período que houve a maior presença de caminhoneiros autônomos em operação, acompanhando o aumento da demanda por transporte.
Com mais produtos precisando chegar ao destino, cresce a procura por caminhões, o que amplia as chances de encontrar fretes e reduzir o tempo parado.
Já o início e o fim do ano são os períodos mais fracos para o transporte rodoviário de cargas. Janeiro registrou o menor número de caminhoneiros autônomos em atividade, com 155,2 mil profissionais, enquanto outubro teve o menor volume de cargas transportadas, com 13,6 milhões de toneladas.
Hora de aproveitar as oportunidades
Especialistas do setor destacam que o período costuma ser impulsionado principalmente pelo agronegócio, pela indústria e pelo abastecimento do comércio, o que aumenta a circulação de mercadorias em praticamente todas as regiões do país.
Para quem vive do frete, é o momento de manter a documentação em dia, acompanhar as plataformas de carga, planejar rotas e buscar viagens que reduzam o risco de voltar vazio.











