Resumo
- Pesquisa com 709 mil pneus mostra que os nacionais suportam mais recapagens e têm menor índice de descarte.
- 57,6% dos caminhoneiros autônomos utilizam pelo menos um pneu recauchutado em seus veículos.
Pneu não é gasto, é investimento. E uma pesquisa inédita divulgada durante a Pneushow 2026 acende um alerta para quem compra apenas pelo menor preço.
O levantamento da empresa Junsoft analisou 709 mil pneus de caminhões e ônibus, de cerca de 400 marcas, e revelou que os pneus fabricados no Brasil apresentam, em média, 16% mais vida útil na recapagem do que os importados.
Isso significa que a carcaça do pneu nacional suporta mais reformas antes de ser descartada. Enquanto os nacionais chegam a uma média de 1,94 vida útil, os importados ficam em 1,78.
Outro dado chama atenção: 21,6% das carcaças importadas são rejeitadas já na primeira tentativa de recapagem, contra 16,9% dos pneus nacionais.
Uma pesquisa da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) mostra que 57,6% dos caminhoneiros autônomos utilizam pelo menos um pneu recauchutado em seus veículos, enquanto 42,4% afirmam rodar apenas com pneus sem recapagem.
Os números mostram que a reforma de pneus é uma estratégia amplamente adotada para reduzir custos operacionais, desde que a carcaça apresente qualidade para suportar o processo com segurança e bom desempenho.












