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Vendas da Black Friday aumenta pressão nos caminhoneiros e entregadores

Com o e-commerce fervendo, o volume de entregas disparou para a Black Friday. Transportadoras aumentam rotas, frotas e custos — enquanto caminhoneiros enfrentam mais pressão operacional, risco de sobrecarga e insegurança nas rotas.

À medida que a Black Friday se aproxima, a cadeia logística brasileira se prepara para um verdadeiro surto de entregas — e os caminhoneiros estão no centro desse furacão. As projeções para 2025 indicam um salto expressivo no volume de pedidos, gerando uma demanda sem precedentes para transportadoras, hubs de distribuição e rotas rodoviárias.

Segundo a JSL, especializada em logística, a expectativa é de crescimento de até 30% no volume movimentado durante o período promocional. Já a operadora Jadlog reforça sua estrutura com 50% mais veículos para esta Black Friday, incluindo caminhões e VUCs (veículos urbanos de carga), criação de novos hubs, turnos 24h e rotas extras para dar conta da demanda.

Para o transporte rodoviário, esse pico representa uma oportunidade — mas também uma carga extra sobre os ombros de quem dirige. A malha logística rodoviária, já pressionada historicamente, verá rotas mais movimentadas, janelas de entrega mais apertadas e uma corrida por eficiência. A Neotrust estima um faturamento de até R$ 13,3 bilhões para a Black Friday 2025, com aumento de quase 15% nos pedidos.

Perigos, riscos e pressões para quem vive na boleia

Esse aumento explosivo de entregas traz riscos reais para o caminhoneiro:

  • Sobrecarga operacional: mais rotas e mais constantes exigem mais da frota. Manter caminhões rodando ao limite pode aumentar desgaste, falhas mecânicas e riscos de acidentes.
  • Custo do frete pressionado: com a demanda alta, alguns operadores podem não repassar todo o custo adicional para o frete, sobrecarregando o motorista.
  • Mais riscos de segurança: centros de distribuição lotados, entregas noturnas e rotas urbanas mais complexas elevam a probabilidade de furto de carga e acidentes.
  • Janelas apertadas: a necessidade de entrega rápida pode significar jornadas mais longas, menos descanso e estresse para o motorista.

Logística se adapta — mas o desafio é gigante

Para lidar com a pressão, empresas de logística estão investindo pesado. A Jadlog, por exemplo, não só ampliou frota, mas criou novos hubs em diferentes estados como São Paulo, Minas e Rio de Janeiro. Isso significa novas rotas para os caminhoneiros, mais viagens, novas cidades no radar logístico.

Ao mesmo tempo, a LATAM Cargo também reforçou sua malha de carga aérea para suportar a alta demanda do e-commerce.

Mas para muitos caminhoneiros, “reforço de rota” também é “mais pressão”. Para conseguir entregar dentro do prazo, é preciso rodar mais, planejar melhor e lidar com custos extras — como combustível, manutenção e até hospedagem nas rotas.

Um momento de risco e oportunidade

O Caminhoneiro Legal acredita que a Black Friday representa um momento duplo para a categoria:

  1. Oportunidade — para faturar mais, pegar rotas novas e potencialmente garantir ganhos maiores se a operação for bem planejada.
  2. Desafio — para sobreviver à sobrecarga, negociar fretes justos e evitar armadilhas logísticas.

A estrada da Black Friday não pode ser apenas uma corrida por volume. Tem que ser corrida com segurança, com planejamento e com protagonismo para quem carrega o Brasil nas costas.

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