A Alça Viária do Pará (PA-483), na região metropolitana de Belém, foi parcialmente bloqueada nesta quarta-feira (21/01) por fornecedores da concessionária Rota do Pará. O grupo protestava contra atrasos no pagamento de serviços prestados. A manifestação teve início por volta das 7h e provocou lentidão e congestionamentos em um dos principais corredores viários que ligam municípios da Grande Belém.
Detalhes do protesto e impacto no tráfego
Os manifestantes atuam como fornecedores de serviços de engenharia e locação de equipamentos. Eles alegam que os débitos da concessionária vêm se acumulando há cerca de 90 dias sem que haja um cronograma claro para a quitação dos valores. Com faixas e cartazes que classificavam a Rota do Pará como “caloteira” e mensagens como “Somos Pais de Famílias, precisamos sobreviver”, os fornecedores manifestaram indignação devido às tentativas frustradas de negociação prévias.
O protesto ocorreu em um ponto estratégico próximo ao posto de pedágio no km 50, entre as pontes dos rios Moju e Acará. O ato causou longos congestionamentos. Embora o trânsito tenha sido liberado de forma alternada em alguns momentos, a lentidão persistiu durante todo o período da manifestação.
A Polícia Rodoviária e órgãos de trânsito acompanharam a manifestação para garantir a segurança e evitar conflitos. Não houve registros de feridos. Autoridades locais mantiveram diálogo com os manifestantes buscando uma solução para a liberação total da via.
Contexto da concessão e situação financeira da Rota do Pará
A Rota do Pará obteve a concessão pública de 30 anos para operar, manter e investir em várias rodovias estaduais paraenses. O contrato inclui as rodovias PA-150, PA-475, PA-483, Alça Viária e trechos das PA-252 e PA-151. A concessão teve início em 1º de agosto de 2024.
Atualmente, existem 8 praças de pedágio em operação no trecho entre Marabá e Belém, cujo funcionamento depende de serviços terceirizados e contratação de fornecedores. Segundo os fornecedores, diversas empresas de engenharia e locação de equipamentos permanecem com pagamentos atrasados há mais de três meses. Segundo eles, tal situação coloca em risco a continuidade da operação dessas praças e, consequentemente, o fluxo rodoviário.
Posicionamento da Rota do Pará e possíveis desdobramentos
Procurada, a concessionária Rota do Pará divulgou uma nota afirmando que está ciente da situação envolvendo trabalhadores subcontratados por fornecedores. Ela ainda informou que mantém canais de diálogo abertos com todas as partes envolvidas. A empresa reiterou ainda que exige de seus prestadores a manutenção das obrigações trabalhistas e contratuais junto aos subcontratados.
Até o fechamento desta matéria, não houve uma resposta definitiva sobre a conclusão das negociações. Fornecedores já manifestam intenção de promover novas mobilizações caso não haja avanços, o que pode impactar ainda mais o tráfego e a economia local.













