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Safra 2025/26: transporte de grãos terá reajuste de 8% a 10%

Colheitadeira descarregando grãos em caminhão graneleiro enquanto um trabalhador em pé sobre o veículo acompanha o processo, sob céu azul.

A safra 2025/26 do agronegócio brasileiro deve apresentar um cenário mais equilibrado para o transporte de grãos, com reajustes de frete estimados entre 8% e 10%, segundo especialistas.

De acordo com a pesquisa da EsalqLog-USP, a distribuição do plantio e da colheita da soja entre setembro e novembro de 2025 está mais espaçada em estados chave como Mato Grosso e Paraná. Produtores desses estados começaram o plantio adiantado, e poderão iniciar o escoamento já entre o final de janeiro e início de fevereiro. Estados do Norte, Goiás e Rio Grande do Sul devem aumentar a intensidade da colheita após a segunda quinzena de fevereiro. Isso deve distribuir a demanda e reduzir os picos nos preços dos fretes.

  • Frete médio rodoviário de soja entre Sorriso (MT) e Itaituba (PA): R$ 266,47 por tonelada em janeiro, aumento de 33% em relação a janeiro de 2025.
  • Projeção para fevereiro com custo em R$ 306,37 por tonelada, 6% menor que o mês equivalente de 2025.
  • Variação de frete de Cascavel (PR) a Paranaguá (PR): 22% em janeiro e 12,5% em fevereiro comparativamente a 2025.
  • De Rio Verde (GO) a Santos (SP), previsto aumento de 34,4% em fevereiro, diminuindo para 6% em março.

Custos operacionais e desafios da renovação de frota

O preço estável do diesel em torno de R$ 6,50 o litro, muito abaixo dos picos de 2023, ajuda a conter os custos de transporte. Contudo, o encarecimento do capital e as elevadas taxas de juros dificultam a renovação da frota. Atualmente, veículos de alta idade – alguns com mais de 40 anos de uso – impactam negativamente a rentabilidade do setor.

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Combustível e piso mínimo do frete

Vinicius Fernandes, CEO da Endered – plataforma especializada em transporte rodoviário –, destaca que o combustível representa entre 40% e 45% do custo total para caminhoneiros e empresas de transporte. Além disso, observa que as condições de pagamento impostas pelos embarcadores (60 a 120 dias) pressionam o fluxo de caixa dos transportadores, que recorrem a linhas de crédito com altas taxas de juros, pressionando o frete.

A escassez de motoristas jovens e a recente fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre o preço mínimo do frete também podem estabelecer patamares mais altos para o pagamento neste ano.

Fonte: CNN Agro

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