O Conselho Nacional de Política Energética decidiu manter o percentual de biodiesel no diesel em 14% (B14) durante todo o ano de 2025. A medida adia o aumento para 15%, previsto anteriormente para março.
Segundo o governo, a decisão busca evitar aumento do frete e da inflação, já que o diesel representa cerca de 35% do custo do transporte de cargas no Brasil.
Como isso afeta o transporte?
Transportadores e especialistas do setor relatam que misturas acima de 10% de biodiesel podem gerar impactos negativos nos veículos. Os principais problemas relatados são:
- Aumento no consumo de combustível
- Queda de desempenho e potência
- Formação de borra e entupimento de filtros
- Maior frequência de manutenção e trocas de peças
Alguns caminhoneiros relatam a necessidade de trocar o filtro de combustível a cada 5 mil km, quando antes faziam isso a cada 30 mil km.
Por que o governo defende a mistura?
Apesar dos desafios mecânicos, a mistura de biodiesel traz vantagens ambientais e econômicas:
- Redução da emissão de gases poluentes
- Diminuição da importação de diesel fóssil
- Geração de empregos no setor do biodiesel (principalmente soja)
A estimativa é que o uso de biodiesel em 14% tenha evitado a importação de 2 bilhões de litros de diesel, gerando uma economia de mais de R$ 7 bilhões.
E o B15?
O setor do biodiesel ainda espera que a mistura suba para 15% ainda em 2025, mas a decisão dependerá do comportamento da inflação e da aceitação técnica dos motores.
Enquanto isso, entidades como a CNT e a Confederação Nacional do Transporte pedem mais testes e garantias técnicas antes de qualquer novo aumento.
| O que aconteceu | Governo manteve o biodiesel em 14% no diesel |
|---|---|
| Por quê? | Evitar impacto no frete e inflação |
| Problemas | Falta de potência, entupimento de filtros |
| Benefícios | Menos poluição e importações de diesel |
| Próximos passos | Avaliação técnica antes do B15 |












