Nas últimas semanas, cegonheiros se mobilizaram em frente à fábrica da BYD, em Camaçari (BA), denunciando que estão sendo deixados de fora dos contratos de transporte de veículos produzidos pela montadora. Segundo os manifestantes, os acordos estariam sendo fechados com empresas de fora da Bahia, excluindo quem sempre trabalhou na região.
A reivindicação é clara: os cegonheiros querem ser contemplados nas rotas e operações logísticas da fábrica, para que sua expertise local não seja ignorada em favor de operadores externos.
Transgabardo responde com nota oficial
A Transportes Gabardo divulgou comunicado público para rebater acusações e esclarecer fatos. Na nota, a empresa afirma:
- Ser parceira da BYD desde 2015: o primeiro contrato foi firmado naquele ano, com a Gabardo como responsável pelas operações logísticas da montadora no país.
- Que não é verdade que novas empresas tenham assumido rotas para a BYD recentemente, como acusa o protesto.
- Que, em 2022, a empresa participou de processo de cotação de fretes, mas não venceu por haver concorrentes com proposta de preço mais baixo. O contrato teria sido encerrado de forma regular e transparente.
- Que, em 2025, a BYD abriu nova cotação para transporte partindo da fábrica de Camaçari e a Transportes Gabardo foi novamente contratada — estando entre as cinco transportadoras selecionadas.
O comunicado reforça o compromisso da empresa com “verdade, ética e transparência”, e rechaça qualquer tentativa de distorcer fatos ou prejudicar sua reputação.
O que tudo isso significa para o transporte de veículos?
Essa disputa revela tensões importantes no setor de transporte de veículos — especialmente quando uma nova fábrica entra em operação em uma região. Para os cegonheiros locais, é fundamental que as empresas valorizem o conhecimento da rota, as condições regionais e a proximidade. Para as montadoras, há pressão por eficiência, preço e logística otimizada.
Para quem roda cegonhões, essa situação serve de alerta:
- Ao aceitar um novo contrato, verifique se há participação dos transportadores locais.
- Cobrar transparência nas seleções e nos processos de cotação pode evitar frustrações.
- Manter histórico de serviço confiável pode ser diferencial em disputas logísticas.












