O ano de 2025 para o caminhoneiro autônomo foi marcado por jornadas longas, desafios econômicos e pressões crescentes sobre o preço do frete. Segundo a pesquisa “Realidade do Caminhoneiro Autônomo 2025”, realizada pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) com mais de 2 mil profissionais em todo o país, a média de trabalho diária chega a 14 horas, com cerca de 25 dias rodados por mês. Além disso, 57 % dos entrevistados afirmaram aceitar fretes abaixo do piso mínimo por necessidade, mas sem denunciar a irregularidade.
O levantamento também traçou o perfil socioeconômico da categoria: a média de idade é de 46 anos, a maioria tem escolaridade baixa e há pouca renovação geracional, já que grande parte dos filhos dos caminhoneiros não pretende seguir na profissão. Embora muitos relatem faturamentos brutos altos em alguns meses, a renda líquida média de quem trabalha de forma autônoma ficou em torno de R$ 14 mil, após descontados todos os custos operacionais.
Além dos aspectos econômicos, a pesquisa trouxe dados preocupantes sobre saúde e bem-estar: quase metade dos profissionais possui comorbidades como pressão alta e obesidade, e uma parte significativa recorre a substâncias estimulantes para enfrentar a longa jornada nas estradas. Essas informações foram apresentadas em audiência pública na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, abrindo espaço para debates sobre políticas públicas mais eficazes para a categoria.












