Resumo
- Maior comboio fluvial do Brasil transportou 252 mil toneladas de grãos em um ano e evitou cerca de 30 mil viagens de caminhão.
- Avanço das hidrovias reduz custos, desafoga rodovias como a BR-163 e muda a logística do agronegócio brasileiro.
Em apenas um ano de operação, o maior comboio fluvial do país movimentou 252 mil toneladas de carga e substituiu o equivalente a cerca de 30 mil viagens de caminhão.
A operação acontece entre Miritituba e Vila do Conde, no Pará. O empurrador Bertolini CL realizou 24 viagens transportando aproximadamente 62,5 mil toneladas por operação. Cada viagem retira das estradas cerca de 1.250 caminhões carregados.
O crescimento das hidrovias acompanha o avanço do chamado Arco Norte, corredor logístico que vem mudando a rota da soja e do milho produzidos no Centro-Oeste. Antes, boa parte dessa produção seguia até Santos e Paranaguá. Hoje, uma parcela cada vez maior embarca pelos portos da região Norte.
Para o caminhoneiro, a mudança tem dois lados. Embora parte da carga vá para os rios, o transporte rodoviário continua essencial para levar os grãos das fazendas até os terminais hidroviários. Além disso, a retirada de milhares de veículos pesados das estradas ajuda a reduzir congestionamentos, desgaste do pavimento e custos logísticos.
Outro destaque é o ganho ambiental. Segundo dados do setor, o transporte hidroviário emite cerca de 73% menos CO₂ do que o rodoviário para movimentar o mesmo volume de carga.











