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Gerenciamento de risco abre portas para caminhoneiras 

ChatGPT Image 19 de jul. de 2026, 09 36

Resumo

  • Mulheres caminhoneiras estão apresentando menos restrições nas análises de risco e vêm ganhando espaço no setor pela responsabilidade ao volante.
  • Mas o setor ainda precisa superar barreiras como o preconceito, o assédio e a falta de estrutura para que mais mulheres escolham a profissão.

Conquistar espaço no transporte rodoviário de cargas nunca foi fácil para as mulheres. Além do preconceito e da falta de estrutura nas estradas, muitas ainda enfrentam dificuldades para conseguir uma vaga nas transportadoras. Mas, quando o assunto é gerenciamento de risco, elas têm mostrado um diferencial que pode abrir novas oportunidades.

Para Lucélia Pelegrini Venerozo, gestora do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens (Sindicam) de Ribeirão Preto, muitas vezes, o histórico das caminhoneiras costuma ser mais favorável nas análises realizadas pelas empresas responsáveis pelo gerenciamento de risco.

Segundo ela, isso acontece porque as mulheres, em geral, apresentam menos ocorrências que possam impedir ou dificultar a contratação.

“Os homens acabam aparecendo mais em processos relacionados a questões jurídicas, como brigas, Lei Maria da Penha, pensão alimentícia e outras ocorrências que entram nas consultas feitas pelas gerenciadoras de risco. As mulheres costumam ter menos problemas desse tipo, e isso acaba sendo positivo para elas”, explica. 

Responsabilidade ajuda a conquistar espaço

Lucélia acredita que, além do histórico nas análises, o comportamento das mulheres ao volante também tem contribuído para aumentar a confiança das transportadoras.

“As caminhoneiras são muito responsáveis. Elas cuidam do caminhão, da carga e da viagem. Isso faz com que muitas empresas enxerguem nelas uma profissional confiável.”

Ela ressalta que essa reputação positiva tem incentivado cada vez mais empresas a contratar mulheres para dirigir caminhões de diferentes portes.

Cadastro atualizado virou ferramenta de trabalho

Para a caminhoneira Paola Palaska Notari, de 44 anos,  experiência na boleia, sozinha, não basta. Para conseguir boas oportunidades de frete, especialmente em cargas de alto valor agregado, manter o cadastro atualizado nas gerenciadoras de risco se tornou parte essencial do trabalho.

Ter um histórico regularizado facilita aprovações, reduz atrasos e aumenta a confiança das seguradoras e transportadoras, segundo ela.

“Quando seu nome é bom no mercado e a atualização está em dia, você consegue puxar cargas melhores.  Mulher conquista espaço trabalhando correto. Pego carga porque sou organizada e cumpro meus deveres, por isso também é comum dizerem que vou enriquecer pelo nível do trabalho que faço”, explica.

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