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Agro reage à nova lei do frete

Com o aumento do fluxo nas estradas durante a safra, cuidados com manutenção e descanso são essenciais para evitar riscos e garantir entregas seguras.

Resumo

  • Representantes do agronegócio afirmam que a nova Lei do Frete pode aumentar os custos do transporte, pressionar o preço dos alimentos e reduzir a competitividade das exportações brasileiras.
  • O setor agro demonstra preocupação com o reforço da fiscalização do frete mínimo, alegando que a medida reduz a margem de negociação e pode elevar os custos logísticos, principalmente nas regiões produtoras mais distantes dos portos.

A nova Lei do Frete sancionada na última terça-feira (5) pelo presidente  Luiz Inácio Lula da Silva agradou boa parte dos caminhoneiros, mas gerou preocupação entre produtores rurais e empresas do agronegócio. Segundo representantes do setor, a fiscalização mais rigorosa deve tornar o piso mínimo obrigatório na prática, reduzindo a margem para negociação entre embarcadores e transportadores.

Na avaliação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o aumento do custo do frete pode pesar principalmente em estados distantes dos portos, como Mato Grosso, Goiás e a região do Matopiba, que congrega os estados do Maranhão, Tocantis, Piauí e Bahia, onde o transporte rodoviário representa uma parte importante do custo da produção.

Lideranças do agro afirmam que fretes mais caros podem afetar a competitividade das exportações brasileiras e pressionar o preço dos alimentos. Já representantes dos caminhoneiros defendem que a medida corrige distorções do mercado e garante uma remuneração mínima para quem trabalha nas estradas.

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