Resumo
- O cálculo do pedágio nas novas concessões pode aumentar o custo para caminhões, principalmente os que têm mais eixos.
- Novas regras para fiscalização do peso dos caminhões também estão sendo discutidas e deverão ser regulamentadas pelo Contran.
O pedágio pode pesar mais no bolso do caminhoneiro nas novas concessões de rodovias federais. A mudança em debate altera o cálculo da Tarifa Básica de Pedágio (TBP): hoje, cada eixo de um caminhão corresponde a duas vezes a tarifa básica. Mas nos projetos da 6ª Etapa de concessões, o fator pode passar para três vezes, o que representa aumento de 50% no multiplicador usado na cobrança.
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) pediu ao Ministério dos Transportes explicações sobre os critérios que levaram à mudança. A preocupação é que o aumento do pedágio eleve o custo das viagens, pressione o valor do frete e possa ter reflexos nos preços dos produtos transportados. Caminhões com maior número de eixos tendem a sentir mais o impacto, já que a cobrança considera a quantidade de eixos do veículo.
Outro assunto que está no radar dos caminhoneiros é a fiscalização do peso bruto total (PBT), que soma o peso do caminhão e da carga. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) deverá definir as novas regras, incluindo limites, tipos de carga e situações em que será considerado o peso total. Por enquanto, a mudança do pedágio vale para os projetos da 6ª Etapa e não altera as tarifas das praças que já estão em funcionamento. Já a fiscalização do peso ainda depende da regulamentação.











