Resumo
- Golpista se passou por gestor de transportadora e convenceu motorista a compartilhar a tela do celular durante chamada.
- Vítima acreditou em uma falsa oportunidade que encontrou nas redes sociais e acabou com prejuízo de R$ 16,8 mil.
Um caminhoneiro, de 56 anos, no Mato Grosso do Sul perdeu R$ 16,8 mil ao cair em um golpe que começou com uma suposta oferta de emprego para integrar a frota de uma transportadora nacional. Criminosos estão se passando por transportadoras, empresas de logística e falsas centrais de contratação para roubar contas bancárias, clonar WhatsApp e sequestrar dados.
A nova vítima encontrou a oportunidade em uma rede social e entrou em contato pelo WhatsApp. O homem conversou com um suposto gestor, que se identificou como Gabriel, no começo do mês de agosto. Na conversa, o golpista prometeu que, caso o caminhoneiro agregasse o caminhão à empresa, poderia receber R$ 800 por dia em fretes.
O golpe avançou na segunda-feira (10), quando o criminoso chamou o motorista para uma videochamada que durou cerca de quatro horas. Segundo o boletim de ocorrência, a conversa seria para explicar como funcionaria a integração do caminhão à frota.
Durante a chamada, o golpista pediu que o caminhoneiro permanecesse parado para fazer uma suposta fotografia de cadastro. Depois, ele pediu para a vítima compartilhar a tela do celular.
Foi nesse momento que o caminhoneiro acabou sendo enganado e teve um prejuízo de R$ 16,8 mil.
O caso foi registrado como fraude eletrônica na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
Golpe começa com falsa oferta de frete ou emprego
O portal O Caminhoneiro Legal alerta constantemente os profissionais das estradas sobre golpes desse tipo. Criminosos estão usando falsas ofertas de frete, emprego e oportunidades para agregar caminhões para atrair motoristas.
O golpista apresenta uma oportunidade aparentemente vantajosa, ganha a confiança do caminhoneiro e, depois, tenta obter acesso ao celular e às informações pessoais.
Em alguns casos, a vítima é orientada a acessar a área de “Configurações” do WhatsApp, seguir determinados procedimentos ou compartilhar a tela do aparelho. Com essas informações em mãos, os criminosos podem tentar sequestrar dados, assumir contas e acessar aplicativos bancários.
Foto: Osmar Veiga












