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Venda de caminhão avança mais lentamente que o de carros

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Resumo

  • Carros puxam mercado e podem levar vendas acima de 3 milhões de veículos em 2026.
  • Apesar do bom desempenho do mercado interno, produção não acompanha o mesmo ritmo em razão do avanço das importações e da queda das exportações.

O mercado de veículos está acelerando em 2026, com destaque para os automóveis de passeio. No caso dos caminhões, as vendas ainda evoluem de forma mais moderada.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revisou para cima a previsão para 2026 e agora espera que o país ultrapasse a marca de 3 milhões de veículos vendidos, algo que não acontece desde 2014.

Quem está puxando essa alta são os automóveis e comerciais leves. A expectativa é de crescimento de 12,6% nas vendas desses veículos, impulsionados pelo aumento da oferta de crédito e pela maior procura do consumidor.

Segundo a Anfavea, o segmento de caminhões deve encerrar 2026 com uma retração de 6% nas vendas. No primeiro semestre, o volume comercializado ficou 10,5% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

Apesar disso, junho trouxe os melhores resultados do ano para os veículos pesados, sinalizando uma melhora no ritmo das vendas, embora ainda não suficiente para alterar a projeção de fechamento do ano.

A entidade também destaca que o aumento das importações e a redução das exportações têm limitado o crescimento da produção nacional. Com mais veículos vindos do exterior e menos caminhões brasileiros sendo enviados para outros mercados, as fábricas deixam de aproveitar toda a demanda existente no país.

Ainda assim, a indústria automobilística deve produzir cerca de 2,8 milhões de veículos em 2026, um crescimento de 5,8% em relação a 2025 e o melhor desempenho desde 2019.

No caso dos caminhões, a expectativa é de uma recuperação gradual nos próximos meses, impulsionada por programas de renovação de frota e pelo aquecimento da atividade econômica. Enquanto isso, os automóveis seguem sendo os principais responsáveis pelo crescimento do mercado de veículos no Brasil.

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