Resumo
- Multiplicador por eixo pode passar de 2 vezes para 3 sobre a tarifa básica do pedágio.
- Ministério dos Transportes argumenta que caminhões geram mais gastos.
Uma alteração no contrato de novas concessões federais poderá deixar o pedágio mais caro para o caminhoneiro. O multiplicador de eixo passaria de duas vezes para três sobre a tarifa básica. Ônibus rodoviários também podem ser impactados.
Para entender a conta:
Hoje, o caminhoneiro paga por eixo duas vezes o valor da tarifa básica. Com uma tarifa a R$ 5 multiplicada por 2, cada eixo custa R$ 10. Uma carreta de 6 eixos pagaria, nessa situação, R$ 60. Pela nova regra, e com a tarifa a R$ 5, cada eixo passaria a custar R$ 15 (R$ 5 x 3), e o valor total do pedágio aumentaria para R$ 90.
O Ministério dos Transportes informou, em resposta ao portal MundoLogística, que os caminhões provocam mais desgaste nas rodovias e exigem mais serviços de atendimento e conservação. Também informou que não é possível prever os valores finais, porque irão variar de acordo com as condições de cada projeto de concessão e dos descontos oferecidos nos leilões.
A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) está acompanhando como a nova medida será praticada. A CNT informou que a mudança do multiplicador de eixo está prevista nos projetos da 6ª etapa do Programa de Concessões de Rodovias Federais. Isso não significa aumento imediato em todas as praças de pedágio.
O pedágio vai subir 50%?
Não necessariamente. O multiplicador aumenta 50%, mas esse percentual não pode ser aplicado diretamente ao preço que o motorista paga hoje.
A tarifa final depende das condições de cada concessão. No projeto da Rota Gerais, por exemplo, a CNT estima que a mudança represente cerca de 6% de impacto na tarifa final.
Para entender: em uma tarifa de R$ 100, um aumento de 6% representa R$ 6 a mais. É apenas um exemplo para explicar o percentual, não uma tabela de preços.
Mais pressão sobre o transporte
O pedágio mais caro aumenta o custo da viagem e pode pressionar o valor do frete e o preço dos produtos transportados.
Essa preocupação se soma ao peso do diesel nas despesas de quem trabalha na estrada.
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Com informações de Daniel Fernandes / CNT.
Imagem gerada por IA / ChatGPT













