Um caminhão carregado com agrotóxicos foi retirado do fundo do Rio Tocantins, após quase dez meses do desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que ligava os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA) pela BR-226.
A operação, coordenada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), exigiu o uso de guindastes, balões de reflutuação com capacidade de até cinco toneladas, mergulhadores e embarcações de apoio. O veículo — um Volvo FH 500 — foi içado e levado até a margem do rio na tarde de segunda-feira (13).
Segundo o DNIT, a ação fez parte do cronograma de retirada de todos os veículos que caíram no rio durante o colapso da ponte, ocorrido em dezembro de 2024, que deixou 14 mortos, três desaparecidos e um ferido.
Carga perigosa e impacto ambiental
O caminhão transportava defensivos agrícolas, e parte da carga caiu na água junto com o veículo. O DNIT informou que três bombonas de produtos químicos já foram localizadas e removidas. O material está sendo encaminhado para tratamento e descarte controlado.
A operação envolve dez mergulhadores, geradores de alta capacidade, compressores, balsas, escavadeiras e guindastes — todos mobilizados para garantir a remoção segura das carretas e do material tóxico.
Segurança e reconstrução
O desabamento da ponte Juscelino Kubitschek, em 2024, revelou falhas estruturais e a necessidade urgente de monitoramento mais rigoroso das pontes e viadutos do país. A reconstrução da travessia entre Tocantins e Maranhão já alcançou 75% de conclusão, com entrega prevista ainda para 2025.
A tragédia reacende o debate sobre segurança no transporte de cargas perigosas, a importância de seguros ambientais e o uso de dados de inteligência para prevenção de acidentes e resposta rápida em emergências.












