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Roubo de cargas aumenta no Norte e no Nordeste

Resumo

  • Sudeste ainda lidera prejuízos, mas casos de roubo de cargas aumentou no Norte e no Nordeste do país.
  • Cargas de alimentos e medicamentos também passaram a ser mais alvo dos bandidos.

 

Em 2025, o roubo de cargas no Brasil apresentou uma mudança significativa em sua geografia e perfil, segundo relatório da consultoria nstech divulgado em 1º de março de 2026. Enquanto o Sudeste ainda lidera os prejuízos, sua participação caiu de 83,2% em 2024 para 68,1% no ano seguinte. A criminalidade logística se espalhou para regiões Norte e Nordeste, que registraram aumento expressivo nos índices.

Deslocamento regional dos ataques e estado por estado

No Sudeste, a concentração do problema permanece elevada. São Paulo responde por 44,2% dos prejuízos regionais, seguido pelo Rio de Janeiro, com 37%. As mercadorias mais visadas nessa região são as cargas fracionadas (47,4%) e alimentícias (27,1%).

Por outro lado, o Nordeste deixou de ser um ponto ocasional para o roubo de cargas, tornando-se uma região estruturalmente afetada. Bahia (28,4%), Maranhão (24,7%) e Pernambuco (23,8%) concentram mais de 75% dos prejuízos da região, todos cortados por corredores rodoviários estratégicos para o abastecimento local.

No Norte, o avanço foi ainda mais expressivo, passando de 0,9% para 11,2% na fatia dos prejuízos. Pará e Tocantins são os principais focos, com roubos direcionados a mercadorias de alto valor agregado, como eletrônicos.

Mudança no perfil das mercadorias roubadas e horários de risco

O estudo da nstech identifica uma transição clara na escolha dos alvos das quadrilhas. Embora as cargas fracionadas sigam sendo as mais roubadas, sua participação diminuiu levemente em 2025. Em contrapartida, os alimentos tiveram um aumento de 6,4 pontos percentuais, atingindo 26,5% dos prejuízos totais.

Medicamentos mais que dobraram sua presença, consolidando-se como um alvo crescente, e eletrônicos mantiveram a terceira colocação no ranking de mercadorias roubadas.

Quanto ao momento dos roubos, o chamado “horário seguro” deixou de existir. Embora a noite permaneça o período com maior índice de roubos (30,7%), as ocorrências cresceram consideravelmente durante o horário comercial, especialmente pela manhã. Além disso, a quinta-feira emerge como o dia mais perigoso para roubos, enquanto os domingos registraram alta significativa, quebrando o padrão histórico de menor risco nos fins de semana.

Rotas críticas e impacto para o setor de transporte

Os trechos urbanos continuam a concentrar os maiores prejuízos, com rodovias emblemáticas como a BR-101 e a BR-116 permanecendo como corredores críticos para a segurança das cargas. A nstech destaca ainda a escalada dos trechos da BR-010 e da BR-153, que ligam regiões estratégicas para o agronegócio e abastecimento regional.

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