Resumo
- Câmara de Conciliação ajuda caminhoneiro a resolver bloqueios e problemas cadastrais sem pagar consultoria.
- Mais de 60 mil casos de caminhoneiros foram solucionados em todo o Brasil nos últimos 10 anos. Procedimento é feito pelo site www.camaradocaminhoneiro.com.br
Existe um caminho gratuito para o caminhoneiro resolver problemas com gerenciadoras de risco, sem cair em cobranças de consultorias ou intermediários.
O atendimento é feito pela Câmara de Conciliação, sistema do Serviço de Atendimento e Apoio ao Caminhoneiro (SAAC), que atua como ponte entre motoristas, gerenciadoras de risco, transportadoras e seguradoras para buscar soluções, atualizar cadastros e ajudar profissionais bloqueados a voltar ao mercado.
“Cerca de 50% dos problemas são questões de comunicação, documentos vencidos, dados desatualizados ou informações divergentes”, explicou Ailton Gonçalves, representante do Sindicam-SP.
O tema foi debatido durante live promovida pela Associação Brasileira das Empresas de Gerenciamento de Riscos e de Tecnologia de Rastreamento e Monitoramento (GRISTEC), que reuniu especialistas do setor para explicar como funciona o atendimento aos motoristas bloqueados ou com dificuldades para carregar.
Como funciona
O procedimento é totalmente informatizado. O motorista procura o sindicato credenciado ou entra em contato pelo SAAC para preencher uma solicitação e abrir um protocolo.
Depois disso, o caso é enviado para a gerenciadora responsável, que analisa o CPF, documentos, cadastro e possíveis pendências. As respostas para o SAAC chegam entre 24 e 48 horas e o motorista é comunicado do que precisa regularizar. A documentação é enviada no próprio site para atualização do cadastro do caminhoneiro.
Em muitos casos, o problema é simples:
- CNH vencida;
- comprovante de endereço desatualizado;
- divergência de dados;
- falta de documentação;
- atualização cadastral pendente.
E o mais importante: o atendimento é gratuito.
“Existem pessoas explorando o motorista e cobrando valores abusivos para regularizar cadastro. Pela Câmara de Conciliação isso pode ser feito sem custo”, alertou Marcos Teixeira, especialista em gerenciamento de riscos e segurança operacional no transporte, da Telerisco.










