Resumo
- De 114 mil km rodovias públicas no Brasil analisados pela CNT, qualquer erro na direção pode ter consequências muito mais graves em metade delas.
- Estudo analisa características físicas das rodovias que podem influenciar na gravidade dos acidentes, como dispositivos de contenção (defensas e barreiras), acostamentos e áreas livres de obstáculos.
Um novo levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) revelou que 50% das rodovias públicas no país apresentam menos estruturas capazes de reduzir a gravidade dos acidentes quando eles acontecem.
O estudo analisou mais de 114 mil quilômetros de rodovias em todo o Brasil. Entre as estradas administradas pelo poder público, cerca de 42 mil quilômetros foram classificados com baixo nível de proteção aos usuários. Apenas 4,8% (4.024 km) receberam a classificação alta em proteção ao motorista.
O índice leva em consideração itens de segurança como defensas metálicas, barreiras de proteção, acostamentos adequados, áreas livres de obstáculos e equipamentos que ajudam a evitar mortes e ferimentos graves em caso de colisão ou saída de pista.
Nas rodovias concedidas à iniciativa privada, o cenário é bem melhor. Segundo a CNT, 62% dos trechos avaliados possuem alto nível de proteção, enquanto apenas 2,4% foram considerados baixo.
Para os caminhoneiros, que passam horas e até dias nas estradas, a falta desses dispositivos representa um risco ainda maior. Em casos de perda de controle do veículo, falha mecânica ou necessidade de manobra de emergência, uma rodovia mais segura pode evitar consequências graves.
Eixo Sudeste-Sul segue o mais seguro
A pesquisa também aponta que as regiões Sudeste e Sul, onde predominam as concessões, seguem concentrando os melhores resultados. Enquanto Norte, Nordeste e Centro-Oeste ainda apresentam muitos trechos com infraestrutura considerada insuficiente para reduzir os danos dos acidentes.
Segundo a CNT, os dados reforçam a necessidade de mais investimentos em segurança viária nas rodovias públicas, especialmente nos corredores usados pelo transporte de cargas e passageiros.
Fonte: CNT











