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Fim da escala 6×1: o que muda para os caminhoneiros?

Caminhoneiro dirige seu caminhão ao pôr do sol, em referência à campanha Setembro Amarelo sobre saúde mental nas estradas.

Resumo

  • Caminhoneiros podem ficar fora das mudanças na escala 6×1, já que a categoria possui regras próprias de jornada previstas em lei.
  • Setor teme que uma eventual redução da jornada agrave a falta de motoristas.

Os caminhoneiros podem ficar de fora da redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, ainda em votação no Congresso brasileiro.

Segundo o ministro dos Transportes, George Santoro, explicou em entrevista recente, os motoristas profissionais possuem regras próprias de jornada, definidas pela Lei do Motorista, e eventuais alterações poderão ser tratadas separadamente para o transporte rodoviário de cargas.

Santoro explicou que o impacto maior da proposta deve atingir embarcadores e operadores logísticos que contratam funcionários em regimes tradicionais de trabalho. Para os caminhoneiros, a legislação atual já estabelece limites de direção, pausas obrigatórias e períodos mínimos de descanso.

Mesmo assim, o setor acompanha a discussão com preocupação. Transportadoras afirmam que já enfrentam dificuldades para contratar motoristas. Dados da CNT mostram que muitas empresas têm vagas abertas e não conseguem preencher os postos.

A preocupação é que uma eventual redução da jornada aumente a necessidade de contratação justamente em um momento de escassez de profissionais. Há empresas que mantêm caminhões parados por falta de motoristas.

Outro desafio é a concorrência com aplicativos de transporte, que atraem trabalhadores em busca de horários mais flexíveis. Para entidades do setor, qualquer mudança nas regras precisa respeitar as particularidades da profissão para evitar mais falta de mão de obra, aumento de custos e impacto no transporte de cargas em todo o país.

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