Resumo
- Profissionais que já dominam a carreta LS afirmam que têm técnica suficiente para operar um rodotrem.
- Empresas, no entanto, exigem dois anos de experiência comprovada.
- Para evitar a frota parada, muitas transportadoras oferecem escolinhas de formação e treinamento interno.
No universo do transporte rodoviário, a transição de categoria é um passo natural na carreira, mas nem sempre o mercado facilita esse caminho. Para muitos motoristas, há um rigor excessivo das transportadoras na contratação de condutores para composições de 9 eixos, os rodotrens. Este tipo de colocação normalmente oferece um pagamento mais alto.
Base técnica x experiência
Para muitos profissionais que já dominam a carreta LS, a diferença para o rodotrem reside principalmente no comprimento e no raio de curva. O argumento central é que a responsabilidade e a base técnica são equivalentes.
No entanto, o mercado frequentemente exige um mínimo de dois anos de experiência comprovada na configuração específica, o que cria um ciclo onde o motorista não consegue a primeira oportunidade para gerar essa experiência.
Frotas paradas e escolinhas
Um ponto crítico levantado é a existência de frotas paradas nos pátios por falta de motoristas que atendam a esses critérios rígidos. Como solução, algumas empresas estão investindo em soluções internas, como escolinhas de formação, programas de treinamento (inclusive com vagas para PCD e com mais abertura para motoristas de LS que desejam migrar para o rodotrem), além de processos seletivos com atrativos como alojamento e alimentação durante o processo.
Dicas para quem quer subir de categoria
Foco em treinamento: Procure empresas que possuam ‘escolinhas’ ou programas de integração.
Documentação em dia: Para rotas do Mercosul, o passaporte e as certificações específicas são diferenciais imediatos.
Networking: Estar atento aos grupos de recrutamento pode revelar empresas com critérios menos burocráticos e mais focados na habilidade prática.












