Resumo
- Novo sistema obrigatório da ANTT impede fretes abaixo do piso mínimo, melhora rastreabilidade e fiscalização do transporte de cargas.
- O CIOT funciona como um “CPF da viagem”, onde ficam ficam registradas origem e destino da carga, contratante, transportador, veículos utilizados e valor do frete.
Frete abaixo do piso pode estar com os dias contados. Mais de meio milhão de operações de transporte já foram registradas no novo sistema obrigatório do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), que promete aumentar controle sobre o valor do frete.
Em apenas seis dias, entre 24 e 29 de maio, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) contabilizou 534.908 emissões do documento.
O CIOT funciona como um “CPF da viagem”. É nele que ficam registradas informações importantes da operação, como origem e destino da carga, contratante, transportador, veículos utilizados e valor do frete.
Para o caminhoneiro, o sistema não permite a emissão do CIOT em operações de carga lotação quando o valor informado estiver abaixo do piso mínimo do frete.
Na prática, isso cria uma barreira contra a contratação de viagens com valores inferiores aos definidos pela tabela da ANTT.
De forma automática, as operações de transportes registradas no sistema da agência são rastreadas, garantindo maior segurança para o caminhoneiro e as transportadoras.
Forte Adesão
O volume mostra que o mercado começou a se adaptar rapidamente às novas regras, que passaram a valer em 24 de maio e representam uma das maiores mudanças dos últimos anos na contratação do transporte rodoviário de cargas.
Do total de registros, 469.883 operações foram declaradas, 53.038 encerradas e 11.932 canceladas. Além disso, mais de 3,3 mil transportadores já utilizaram o novo sistema.












