Resumo
- Mudança na MP do Frete pode acabar com a fiscalização do peso por eixo dos caminhões e preocupa especialistas.
- Concessionárias alertam que a medida pode aumentar o desgaste das rodovias, elevar custos de manutenção e comprometer a segurança no trânsito.
O excesso de peso dos caminhões voltou ao centro do debate da MP do Frete. A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) pediu ao presidente da República o veto de um trecho da proposta que acaba com a fiscalização do peso por eixo dos veículos.
Hoje, os agentes verificam não apenas o peso total do veículo, mas também quanto cada eixo está suportando. Pela mudança aprovada no Congresso, a fiscalização passaria a conferir somente o peso bruto total do caminhão.
Na avaliação da ABCR, essa alteração pode abrir espaço para caminhões com a carga mal distribuída, concentrando peso em determinados eixos. O resultado, segundo a entidade, é aumento do desgaste de pneus, rolamentos e do sistema de freios, além de comprometer a estabilidade do veículo.
Outro ponto levantado é o impacto nas rodovias. A associação afirma que o excesso de peso por eixo acelera o surgimento de trincas, buracos e afundamentos no pavimento, aumentando os custos de manutenção das estradas.
Estudos apontam que o sobrepeso em apenas um eixo pode reduzir quase pela metade a vida útil do asfalto. Para a entidade, isso representa mais obras, mais gastos públicos e até pressão para reajustes nas tarifas de pedágio.
Em carta enviada ao ministro dos Transportes, George Santoro, a associação defende que o governo mantenha a fiscalização por eixo. Para o proponente, essa medida ajuda a preservar as rodovias, aumenta a segurança no trânsito e evita o desgaste precoce da infraestrutura.
A decisão final agora depende da sanção presidencial, que poderá manter ou vetar esse trecho da MP do Frete.











