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Caminhoneiros brasileiros estão entre os mais confiantes do mundo

Estrada cheia de caminhão

Resumo

  • Estudo mostra que motoristas brasileiros estão entre os mais confiantes do mundo, mesmo com o alto número de acidentes nas rodovias.
  • Especialistas alertam que tecnologia ajuda, mas direção defensiva e atenção continuam sendo as principais armas para evitar tragédias.

Motoristas brasileiros confiam muito na própria habilidade ao volante, mas esse excesso de confiança pode aumentar os riscos nas rodovias. Um estudo internacional da Economist Enterprise, realizado com apoio da fabricante italiana Brembo, aponta que o Brasil está entre os países onde os condutores mais acreditam dirigir com segurança, apesar dos elevados índices de acidentes registrados no trânsito.

Para quem vive na boleia, o alerta é ainda mais importante. Caminhões modernos contam com recursos como frenagem automática, controle de estabilidade e assistentes de condução, mas nenhuma tecnologia substitui a atenção, a experiência e a direção defensiva do motorista.

A pesquisa ouviu mais de 6 mil pessoas em dez países e revelou que nove em cada dez motoristas dizem se sentir seguros ao dirigir. Já entre especialistas em segurança viária, menos da metade compartilha dessa avaliação. O levantamento também mostra que um dos principais desafios atuais é o uso correto dos sistemas eletrônicos de assistência ao motorista (ADAS), que podem gerar uma falsa sensação de segurança quando utilizados de forma inadequada.

Para o presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, os avanços tecnológicos representam um grande aliado, mas a responsabilidade continua sendo de quem está ao volante. “Quanto mais tecnologia o veículo recebe, maior precisa ser a consciência de quem dirige. Segurança não é apertar um botão e transferir decisões para o caminhão. A responsabilidade continua sendo humana.”

O diretor regional do Sinaceg, Márcio Galdino, lembra que a realidade das estradas brasileiras exige atenção constante, independentemente dos equipamentos instalados no veículo. “A cabine evoluiu muito, mas a estrada continua imprevisível. O caminhoneiro precisa tomar decisões o tempo todo, muitas delas em segundos. A tecnologia ajuda, mas não substitui a experiência de quem conhece os riscos da rodovia.”

Para o Sinaceg, investir em tecnologia é importante, mas capacitação, respeito aos limites da estrada, descanso adequado e direção defensiva continuam sendo os principais fatores para reduzir acidentes. Afinal, nenhum equipamento consegue substituir o bom senso e a experiência de quem transporta cargas todos os dias pelas rodovias do país.

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