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Roubo de soja se profissionaliza e vira novo risco para caminhoneiros

Soja PC

Resumo

  • Uma em cada três toneladas de grãos produzidas no Brasil deve sair de Mato Grosso na safra 2025/26.
  • Com tanta carga circulando pelas rodovias, criminosos estão cada vez mais organizados para roubar soja e tentar colocar o produto ilegal de volta no mercado.

Mato Grosso está perto de alcançar uma marca histórica: 114,96 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, segundo projeção da Conab. O volume representa quase 32% de toda a produção brasileira, estimada em 360,8 milhões de toneladas.

Aproximadamente uma em cada três toneladas de grãos produzidas no país sairá de Mato Grosso. E esse tamanho também chama a atenção dos criminosos.

Uma operação da Polícia Civil em Rondonópolis revelou um esquema estruturado para roubar cargas de soja. A investigação aponta a participação de caminhoneiros, receptadores e até o uso de notas fiscais falsas para “esquentar” a mercadoria roubada.

Na Operação Entreposto, foram cumpridos 15 mandados judiciais, sendo quatro de prisão e 11 de busca e apreensão. Segundo a investigação, a quadrilha teria desviado quase 200 toneladas de grãos.

O esquema funcionava de forma organizada. Caminhões carregados de soja eram abordados nas rodovias, principalmente na BR-163 e BR-364. Motoristas eram rendidos e, em alguns casos, mantidos em cárcere enquanto a carga era retirada.

A investigação também identificou situação ainda mais grave: um motorista que inicialmente aparecia como vítima teria participado do esquema e simulado o próprio roubo para esconder o desvio da carga.

Depois do roubo, a soja recebia documentação fraudulenta para tentar entrar novamente no mercado legal.

Além do prejuízo para produtores e empresas, o roubo de cargas aumenta os custos de transporte e pode pesar no bolso de toda a cadeia, com fretes mais caros, seguros maiores e mais gastos com rastreamento, monitoramento e gerenciamento de risco.

A Polícia Civil continua investigando o caso para identificar outros envolvidos, receptadores e possíveis compradores da soja roubada.

Imagem: Polícia Civil

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