Um grave acidente quase terminou em tragédia na noite de terça-feira (4), na ERS-240, em Portão, no Rio Grande do Sul. Câmeras de monitoramento registraram o momento em que um menino de 9 anos colidiu com uma carreta após descer uma rua em alta velocidade com sua bicicleta e não conseguir frear antes de acessar a rodovia.
As imagens mostram o garoto descendo a rua Carlos Scherer sem conseguir reduzir a velocidade. Ao alcançar a via estadual, ele tenta frear, mas já é tarde demais — a bicicleta atinge a lateral de uma carreta que passava no local. O impacto derruba a criança no asfalto, provocando desespero entre as pessoas que presenciaram o acidente.
O Corpo de Bombeiros de Portão foi acionado e chegou rapidamente ao local. A equipe prestou os primeiros socorros e encaminhou o menino ao Hospital de Portão, onde foi constatada fratura na clavícula. Apesar da gravidade do susto, o estado de saúde da criança é estável, e ela se recupera bem. 🙏
De acordo com informações preliminares, o caminhoneiro não teve culpa no acidente. A carreta trafegava dentro da velocidade permitida, e o impacto ocorreu de forma repentina, sem que fosse possível evitar a colisão. O caso gerou grande repercussão nas redes sociais, onde muitas pessoas definiram o episódio como “um verdadeiro milagre”.
“Nasceu de novo. Foi livramento de Deus. Um segundo a mais e o desfecho seria outro”, comentou um morador da região nas redes sociais.
O episódio reacende o debate sobre segurança infantil no trânsito, especialmente em áreas próximas a rodovias. O uso de bicicletas e patinetes em vias com grande fluxo de veículos pesados exige supervisão constante de adultos e educação no trânsito desde cedo.
Segundo dados do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), acidentes envolvendo crianças em rodovias e vias urbanas têm crescido nos últimos anos, principalmente em municípios de pequeno e médio porte, onde o fluxo de caminhões e bicicletas é intenso.
O caso também levanta um alerta importante para motoristas e caminhoneiros: em regiões urbanas e travessias, a atenção precisa ser redobrada.
Crianças podem agir de forma imprevisível, e manter velocidade compatível com o trecho e distância segura pode ser a diferença entre um susto e uma tragédia.
No fim, o menino de Portão teve sorte — e fé. “Foi um milagre”, disseram os socorristas que acompanharam o resgate. Um episódio que serve como lição de prudência, cuidado e gratidão pela vida.












