Resumo
- Quase 28% dos caminhoneiros admitem recorrer a substâncias para espantar o sono durante as viagens.
- O consumo de rebite e outras drogas aumenta o risco de acidentes e pode causar sérios problemas de saúde.
A correria para cumprir prazos ainda leva muitos caminhoneiros a recorrerem a substâncias para ficar acordados durante as viagens.
Pesquisa da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos mostra que quase 28% dos motoristas usam algum tipo de droga para trabalhar. Entre eles, 35% consomem anfetamina, o conhecido rebite.
Com cerca de dois milhões de caminhoneiros nas estradas do país, o problema preocupa autoridades e especialistas. O rebite pode até afastar o sono por algumas horas, mas também reduz a percepção do cansaço, aumenta o risco de acidentes e pode provocar perda de reflexos.
Além do perigo ao volante, o uso frequente pode causar taquicardia, pressão alta e danos ao organismo.
Em Goiás, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu 45 mil comprimidos da droga. No ano passado, o uso de substâncias esteve ligado a 62 acidentes nas rodovias brasileiras, que deixaram três mortos.
Especialistas defendem mais pontos de parada e descanso para reduzir a pressão sobre os motoristas. O Brasil já tem 52 Pontos de Parada e Descanso (PPDs) contratados em rodovias concedidas e a previsão é alcançar mais de 90 estruturas até o fim de 2026.











